sábado, 29 de novembro de 2014

   É fato : a politica é o melhor modo  que o homem inventou para ‘tentar’ solucionar seus conflitos da esfera coletiva , isso significa dizer que a politica é , definição , o lugar em que a gente ‘se resolve’ como sociedade . no  caso da  inclusão das pessoas com deficiência , essa regrinha básica da sociologia não é observada, o que permeia o debate sobre o reconhecimento da cidadania de 24 milhões é, ainda o discurso idiota e altamente demagogo das chamadas ‘entidades de defesa dos direitos das pessoinhas especiais ,  entidades que via de regra tem todos os interesses,  menos que as pessoas com deficiência gozem de plena cidadania . É preciso que  diga-se parte dessas entidades tiveram um papel importante , lá na década de 80, no tempo da chamada redemocratização do País, toda via ‘o tempo na janela e só Caronina não viu’ , em outras palavras, esse grupo de entidade  não souberam atualizar seu modo de interagir com os demais segmentos sociais, ou seja , de politizar uma temática que precisa sair do altar dos axiomas, e ser debatida na sua complexidade, o que não quer outro ‘tipo’ de entidade, as famigeradas entidades filantrópicas que, literalmente , sobrevivem muito bem da exclusão  - as APAE’ e a AACD, terminada pelo teletonto, representam o lado lucrativo desse cenário, afinal de contas enquanto o Estado brasileiro é incapaz de conceber um sistema de educativo de fato inclusivo a APAE continuará sendo altamente rentável.
Vocês logo vão ver que com esse arcabouço representativo não há possibilidade de tornar o debate da inclusão  em algo minimamente racional, que saia do sentimentalismo das professorinhas que discursam belamente sobre a importância de uma escola inclusiva , mas que se mantem nas escolas especiais. Ueh. Como alguém pode se opor a exclusão escolar e atuar, profissionalmente num modelo de escola que representa exatamente essa exclusão ? sei que estou sendo cruel , toda via essa minha crueldade é um salzinho que quero colocar nesse assunto que está mais paralisado do que eu , na minha cadeira de rodas.  E por que isso acontece? Pela a falta de um debate serio  honesto e politico sobre a cidadania de 14¨% da população brasileira,  
Eu tenho 40 anos desses, pelo o menos uns 25 , eu me relaciono , de diferentes modo a questão da inclusão das pessoas com deficiência. Pois bem , durante esse tempo, eu nunca vi alguém se declarar contra a essa demanda , o que  me obriga fazer uma pergunta muito simples: se todo mundo é a favor da inclusão , porque ela não acontece de fato? Estou começando a achar que o melhor jeito de algo não se tornar realidade é , justamente. Todos serem ‘a favor’.
É preciso tirar o tema da inclusão do altar das teses boazinhas , que  todo mundo finge que apoia , para inseri-la no debate politico ,  que nos imponha conceber um cenário sócio econômico em que a cidadania das pessoas com deficiência seja um direito e não algo subordinado a ‘caridade’ das pessoas boazinhas.  

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Esporte como instrumento de inclusão social e de transformação de realidade de pessoa com necessidades especiais, esse é o tema dessa reportagem que vai nos levar a conhecer o trabalho realizado no Centro de Referência da Pessoa com Deficiência. Unidade da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, órgão  da Prefeitura, que fica em  Santa Cruz, zona oeste da cidade. Entre as atividades terapêutica , de estimulação , recreativas, esportivas e de inclusão social,  que são realizadas  está a bocha adaptada: uma modalidade paraolímpica, criada especialmente para pessoas com graves deficiência neurológica. os treinos  acontecem todos os dias e , conta hoje com cerca de 20, alunos , pessoas com diversas deficiência que , através da pratica desse esporte , são inserida em seu meio social e familiar, e dão uma lição de superação .  
A bocha adaptada consiste em um jogo de aproximação, em que cada competidor dispõe de seis bolas, vermelhas ou azuis. A meta é aproximar o maior número de bolas do alvo - a bola branca - que é arremessado por cada competidor no início de cada set. As bolas podem ser lançadas por qualquer membro da equipe, ou até mesmo com a ajuda de uma ‘calha' (suporte), manuseada por um auxiliar, seguindo as orientações do atleta. A modalidade foi introduzida no Brasil na década de 90 e hoje é uma da mais difundidas em todo o país.
 O esporte é praticado nos Centros de Referências de Campo Grande, Irajá, Santa Cruz e Vila Isabel. A maior parte dos alunos tem paralisia cerebral, e muitos apresentam quadro de tetraplegia espástica. A bocha também é indicada para quem tem Mielomeningocele, Traumatismo Cranioencefálico (TCE) por projétil de arma de fogo (PAF), Poliomielite, Distrofia Muscular Progressiva, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e Lesão Medular.
 Nathália  Layla Rodrigues Barbosa,, 15 anos, há um ano frequenta o Centro de Referência de Santa Cruz, onde pratica bocha adaptada pelo menos três vezes por semana. A jovem, que tem distrofia muscular, diz que os treinos trouxeram muitos benefícios, tanto na parte física como na parte emocional:
 - A prática da bocha adaptada tem me ajudado na questão física, fortalecendo meus músculos dos membros superiores. Além disso, adquiri novos amigos durante o treinamento, e meu lado psicológico está bem melhor também.
 A professora Gilmara Valim - que há três anos trabalha com um grupo de 25 alunos - explica que a prática da bocha não traz benefícios apenas para os possíveis atletas, mas também para quem a usa como recreação. Segundo ela, o aumento da autoestima e da qualidade de vida, além da mudança na rotina dos praticantes, favorece a convivência familiar e social. O trabalho de reabilitação em bocha adaptada pode ser feito em crianças a partir dos cinco anos de idade. Segundo a professora, esse contato inicial é de suma importância para o desenvolvimento global da pessoa com deficiência.
 - Dentro de um contexto lúdico, da brincadeira, a gente acaba trabalhando o desenvolvimento global dessa criança, coisas que elas vão levar para a vida. E se no futuro elas quiserem se tornar atletas de bocha já vão ter esse conhecimento, e saberão que são capazes de praticar um esporte. Isso é muito precioso para a vida delas - explica Gilmara, acrescentando que os pais descobrem outras potencialidades nos filhos quando eles praticam esportes:
 - A prática da bocha adaptada é uma experiência que revigora a relação entre os pais e filhos. Quando as crianças chegam aqui e é dito aos pais que seus filhos vão fazer esporte, a reação deles é de questionamento, já que a princípio a procura é por atendimentos terapêuticos. Na cabeça deles, é a fisioterapia que vai resolver o 'problema'. Quando a gente começa a mostrar os vários benefícios que a prática da bocha pode trazer para crianças, esse panorama muda totalmente, e os pais passam a incentivar seus filhos a vir aos treinos.
A atividade com a bocha vem sendo realizada pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência desde que o órgão era apenas uma fundação. Em junho de 2011, o esporte de uma maneira geral como reabilitação recebeu novos investimentos, como compra de material, contratação e capacitação de profissionais. Com essas iniciativas e a dedicação e a seriedade dos praticantes, a evolução dos usuários veio com o passar dos anos. Com isso, além dos estímulos internos, como os Jogos Para desportivos - competição promovida anualmente pela Secretaria - os alunos que querem competir são inscritos em campeonatos externos, como o Campeonato Carioca de Bocha, no qual os usuários já garantiram três medalhas nas etapas de 2012 e 2013.
 Mais informações sobre as várias atividades que acontecem nos Centros Municipais de Referência da Pessoa com Deficiência podem ser obtidas no Núcleo de Atendimento à Família (Niaf), que funcionam em cada unidade. A unidade de Santa Cruz fica na Rua Felipe Cardoso, s/nº, e o telefone é 3395-0347.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Risos e muita são os ingredientes que um grupo de artistas utiliza para promover a inclusão de jovens com deficiência e manter viva a milenar arte circense. Desde 2013, o projeto Palhaçadaria acontece na Lona Cultural Municipal Terra, em Guadalupe. A oficina gratuita de palhaço, com 20 alunos, é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura em parceria com a Associação Balaio Carioca, que administra o espaço e um grupo de atores, idealizadores do projeto  A atividade é aberta a todos, independentemente da idade. Neste domingo, às 17h, o grupo se apresenta na Lona, gratuitamente. 

- A oficina tem o objetivo de passar  nossa experiência na área do circo-teatro para as crianças e adultos, levar a eles um pouco da inocência e da picardia do ser palhaço, uma arte tão linda quanto a de um ator – explica Jairo Santos, ator e um dos idealizadores do projeto.


Participam da oficina pessoas com síndromes de Down e do Edwards e paralisia cerebral. Para que eles possam praticar todas as atividades oferecidas às vezes são feitos pequenos ajustes. No entanto, os alunos com deficiência geralmente superam suas limitações com espontaneidade e talento, garante Jairo: 



- A princípio, as atividades e os exercícios que realizamos durante as aulas são iguais para todos. No caso dos alunos com deficiência, procuramos adequar esses exercícios às necessidades de cada um para que, assim, possam vencer seus limites, o que na maioria das vezes acaba acontecendo.


Irlanda Maria de Andrade é mãe da portadora de síndrome de down Juliana Ventura de Andrade, de 24 anos, uma das alunas mais atuantes do projeto. Segundo Irlanda, a participação da filha em atividades culturais é de grande importância para o seu processo inclusivo, principalmente pela convivência com os demais participantes:


- O ambiente é muito bom, o que ajuda a minha filha a estar totalmente inserida ao grupo. O Palhaçadaria foi um estímulo também para que ela participasse das atividades na escola, isso é muito gratificante. Hoje ela está no grupo de dança da escola e dança muito bem. 

As aulas acontecem todas as terças-feiras, às 17h, na Lona Cultural Municipal Terra, que fica na Rua Marcos Macedo, Guadalupe. O projeto é gratuito. Mais informações podem ser obtidas através do telefone: 3018-4203.

Foto / Raphael Lima.

Leia mais
https://www.facebook.com/Palhacadaria

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O debate da inclusão das pessoas com necessidades especiais deve, na minha avaliação,  se fundamentar em um posicionamento critico e atuante sobre a cidadania desse segmento da sociedade brasileira. O que percebo, via de regra, é quando discutimos temos a preocupação de ‘agradar ‘ a gregos e troianos’, a não entrar em conflito com temas centrais em relação ao reconhecimento da cidadania e de uma efetiva participação das pessoas com necessidades especiais  . 
Para não ficar no bra... bra... bra... , vou dar o exemplo das cotas no mercado de trabalho que é uma das muitas muletas legais que a gente criou, para remendar um problema que não queremos debater de forma real, sem querer refletir sobre a visão errada que o setor empregador tem sobre a capacidade produtiva das pessoas com deficiência A gente então tenta ‘acomoda’ o tema da empregabilidade dessas pessoas dizendo que elas são ‘ótimas’   empacotadores de supermercados, ajudantes de serviços gerais ou coisas do tipo, nos servicinho que a gente ‘acha’ que dá para ser feito por ele.
Claro que não há nenhum demérito em exercer a função empacotadores de supermercados, o mal é a nossa preguiça em debater uma novas formas de otimize o potencial dessas pessoas no setor p. No lugar de debater as temáticas pertinentes à cidadania de cerca 24 milhões de brasileiros , preferimos tomar atitudes paliativas .   
 Em outras palavras: enquanto a sociedade não  compreender o reconhecimento da cidadania das pessoas com deficiência como um assunto que de impõe um comprometimento  ético , moral de todos nós, enquanto a gente não achar IMORAL um Estado que não dar as mínimas condições para alguém que esteja numa cadeira de rodas, ou faça uso de muletas, ir e vim no espaço urbano, enquanto a gente não ficar eticamente incomodados em saber que certas empresas empregam funcionários com deficiência, apenas de forma formal, para cumprir a famosa cota de 10%¨. Enquanto esses e muitos outros absurdos continuarem sendo aceitos por eu e você, lamento informar que  vamos continuar, comodamente, incluindo ‘Pedras em copos d’águas.’ será que é isso que queremos?
É  impossível pensar num  processo efetivamente inclusivo sem que , esse se fundamente num compromisso ético de todos nós. Não dá para tratar da cidadania de 13% da população brasileira ‘de vez enquanto , apenas durante a novela que,  via de regra, aborda essa temática de forma paternalista : como se a cidadania das pessoas com deficiência fosse uma concessão

Da mesma maneira , a inclusão somente se torna algo real se nas nossas escolas tenhamos educadores efetivamente compromissados com o desenvolvimento humano de seu aluno , tenha deficiência ou não , professores que se sintam incomodados se a escola, onde lecionam não possibilite a um auno  cadeirante, o acesso a todas as suas dependências – os sanitários , as salas de aulas..

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

: Ricardo Cassiano

Parceria da Prefeitura do Rio com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o programa ‘Time Rio Paralímpico' fomenta desde 2012 o surgimento de novos atletas de alto rendimento, buscando dar condições para que os para-atletas que treinam na Cidade Maravilhosa aprimorem seu potencial.  O ‘Time Rio' beneficia atletas com deficiência visual e motora, que competem nas modalidades de atletismo, natação, judô e canoagem. Atualmente, conta com 24 atletas que recebem uma bolsa em dinheiro mensal, além de contar com uma equipe multidisciplinar formada por treinadores e atletas-guia, para os atletas cegos. Os atletas têm ainda o acompanhamento médico de fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos.
A equipe de velocistas cegos treina na Vila Olímpica de Jacarepaguá, que fica no Tinguá. Para o professor Fabio Dias, que atua desde 2003 como treinador e atleta-guia de velocistas cegos e de baixa visão,  programas como este credenciam o país como potência no cenário paraolímpico:
- Eu vejo o Brasil como uma potência paralímpica. A gente conseguiu realizar um trabalho pontual, em atletas de alto nível e, principalmente, um trabalho na base que faz toda a diferença. O advento das paralimpíadas escolares foi um divisor de águas, justamente pela possibilidade que essa competição nos deu de revelar novos atletas e, mais do que isso, de ter um trabalho permanente com esses novos atletas.
Fabio cita como exemplo as para-atletas Jhulia Santos e Alice Correia, velocistas cegas que vieram das competições escolares e hoje já são medalhistas internacionais. As duas, que já despontam como prováveis representantes do Brasil no pódio em 2016, fazem parte do ‘Time Rio'.  
- Eu comecei com 10 anos no esporte. Já venci em várias provas em outros estados e na Argentina, mas a Paralimpíada de 2016, aqui no Rio, será um grande momento não só para mim, mas para todos os atletas da nossa equipe - disse Alice.  
Existem três categorias para os velocistas com deficiência visual. A classe ‘T'11, onde compete Jhulia, são para para-atletas que não possuemnenhum grau de visão. Na ‘T'12 competem os atletas que enxergam até uma angulação de 15 graus em até dois metros, como Alice. E a classe ‘T'13 é  para atletas com uma visão de 30 graus de angulação para seis metros.
Entre as muitas conquistas de Jhulia está a medalha de bronze no Mundial de Lyon, na França, conquistado em 2013. Para a atleta, o atletismo também representa a possibilidade de ter uma autonomia financeira:
- Além de o atletismo ter me propiciado muitas alegrias e vitórias, ele também é um meio que eu tenho de ajudar minha família. Minhas conquistas começam nas pistas e se refletem na vida.
Outra figura importante no cotidiano dos para-atletas cegos é o atleta guia, que corre ao lado dos competidores, orientando e auxiliando no decorrer da corrida. Pela regra, o guia não pode impulsionar o para-atleta. Jorge Augusto Pereira, ex-atleta velocista, é guia de Felipe Gomes, um dos destaques do atletismo paralímpico. A possibilidade de guiar Felipe surgiu logo depois que ele havia deixado de competir. Segundo Jorge, foi a forma que encontrou de continuar fazendo o que mais gosta: correr.
Segundo Felipe, ha uma relação de companheirismo e troca entre os dois, com a experiência do ex-atleta contribuindo para o desempenho que conseguiu atingir nas pistas:
 - O fato do meu guia já ter sido um atleta, sem dúvida, ajuda muito. Nós, atletas cegos, quase sempre temos dificuldade na parte postural. Então é muito bom, na hora da prova, ter alguém que traz essa experiência, que sabe a melhor forma de posicionar o corpo numa largada ou se as minhas passadas podem ser mais largas. Isso faz toda a diferença.
 O ‘Time Rio Paralímpico' é um dos diversos programas realizados pela Prefeitura do Rio com o propósito de promover a inclusão das pessoas com deficiências por intermédio da atividade para-desportiva. Nas 20 vilas olímpicas da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer são desenvolvidos projetos e atividades culturais, recreativa e de lazer, especialmente dirigidos para as pessoas com necessidades especiais. Atualmente cerca de 1.800 pessoas, de todas as idades e com as mais diversas deficiências, são beneficiadas.Medalhistas do Time Rio Paralímpico
Lançado em janeiro de 2012, o projeto "Time Rio Paralímpico" logo mostrou resultado. Nos Jogos Paralímpicos de Londres, 16 dos 20 atletas do Time participaram da competição, garantido sete medalhas entre as 43 conquistadas pelo Brasil: um ouro (Felipe Gomes), três pratas (Lucas Prado (2) e Phelipe Rodrigues) e três bronzes (Felipe Gomes, Jhulia Karol e Jonathan de Souza).

Com a melhor campanha paralímpica de todos os tempos (43 medalhas: 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze), o Brasil ficou em 7º lugar no ranking geral, cumprindo a meta determinada pelo CPB de ficar entre os sete primeiros colocados. Na edição de Pequim 2008, o país ficou em 9º lugar.


Entre os atletas do Time estão outros medalhistas paralímpicos, como a judoca Karla Cardoso (prata em Atenas 2004 e Pequim 2008); Lucas Prado, do atletismo (três ouros em Pequim 2008 e duas pratas em Londres 2012); e a nadadora Edênia Garcia (prata em Atenas 2004 e Londres 2012 e bronze em Pequim 2008). Além desses, são esperanças de medalhas nos Jogos do Rio os atletas Willians Araújo (judoca), Caio Ribeiro (canoagem), Camille Rodrigues (natação) e Jhúlia Karol (atletismo)

terça-feira, 22 de abril de 2014

‘aplicativo permite a pessoas com deficiência saber quais são os espaços da sua cidade que apresentam acessibilidade’


O Clapp-in é um aplicativo para celulares e tablet  , através do que pessoas com mobilidade reduzida podem consultar uma listas de espaços , bares, restaurantes, cinemas.. que ofereça maior facilidades de acesso para essas pessoas. O programa gratuito pode ser baixado em qualquer plataforma e traz informações de todos o País. O mais interessante é que o banco de dados do aplicativo é alimentado por informações dos próprios usurários que podem indicar os espaços públicos e privados, que são ou não, acessíveis;
Tomara que mais do que um aplicativo que facilita a rotina de centenas de pessoas que apresentam mobilidade reduzida, seja por idade, deficiência ou qual      quer outro impedimento, essa ferramenta possa gerar uma maior consciência da necessidades de termos cidades concebidas para que todos, onde qualquer pessoa possa ir e vim, uso fluindo dos espaços e participando ativamente do cotidiano das suas cidades.  

https://play.google.com/store/apps/details?id=clappin.com 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Cuidado com as ideias que se tornam consenso. Elas podem está mofadas pelo comodismo


A primeira consideração que quero fazer, neste texto, é que a abordagem  que embasa esse artigo, é antipática porem afetuosa. Trata-se de uma reflexão sobre a inclusão nesses tempos em que a retorica inclusiva domina as falas de grande parte da sociedade como um ‘termo sagrado’, uma palavra de ordem.  que as pessoas repetem sem saber direito o que real sentido e importância do processo de valorização da cidadania de cerca de 24  milhões de pessoas .
nos últimos anos  a palavra ‘inclusão’ foi posta  em um altar por muitos de nós. Como se a inclusão fosse algo que não precise ser compreendido e debatido, em outras palavras, como se nós ’mestres da inclusão’ tivéssemos todas as respostas sobre este processo.
Esse, me parece ser o maior engano que estamos cometendo. Pois, como qualquer outro processo social, a inclusão das pessoas com deferência precisa ser transformada , ‘ tomar um solzinho’, e se renovar. O que lamento dizer , não acontece há muito tempo.
A Embora eu saiba que boa parte dos leitores já estejam preste a me xingar, gostaria de pedir que me ouçam com  um pouco mais de paciência. É obvio que o processo inclusivo trouxe enormes avanços para toda a sociedade, é evidente que a visão que a sociedade tem a respeito das pessoas que apresentam ‘CERTOS TIPOS’ de deficiência mudou e vem mudando nos últimos anos. É fato que hoje existem um numero cada vez maior de alunos com necessidades especiais em  turmas regulares. -Uéh, então esse ‘PC’ está reclamando de que? Você deve esta se perguntando.
É justamente por saber de todas essas conquistas é que eu preciso te convidar a ter uma percepção mais ampla sobre o que é, hoje, o processo de reconhecimento das pessoas com deficiência, como agente ativo na sociedade brasileira . É por isso que a gente não pode trancafiar esse assunto nas nossas certezas, naquilo eu acho que é inclusão.
Um dos significados do  verbo ‘incluir’ é ‘colocar algo que está fora para dentro’. De modo que, se eu incluir uma pedra num copo d’água , o máximo que pode acontecer são algumas gotas caírem, outras serem realocadas e pronto. Nenhuma outra mudança acontece . eu não mudo  a forma e , sobre tudo o cenário. A  pedra, por sua vez , em geral, fica no fundo do copo, sem incomodar ninguém.
Diante dessa metáfora barata, de 1,99, a pergunta é: será que estamos reproduzindo uma inclusão que está apenas coloca  pedras nos fundo de copos d’água ? Ou seja, que insere individuo com deficiência nas escolas, no mercado  de trabalho sem nos preocupar em contextualizar a cidadania desse individuo nesse ambiente.
Quando a gente eleva essa inclusão ao patamar de um processo de reconhecimento da cidadania desse individuo , quando tornamos esse processo em algo que mude esse quadro de aniquilação da possibilidade de aproximadamente 24 milhões de pessoas que precisam ser incluídas , não como pedras, corpos imóveis  em um meio indiferente a elas , mas sim , com pessoas , cidadãos ativos na sociedade brasileira. Ai sim, estamos realizando algo concreto e não apenas midiático , como infelizmente é a inclusão hoje.
Em outras palavras: enquanto a sociedade não  compreender o reconhecimento da cidadania das pessoas com deficiência como um assunto que de impõe um comprometimento  ético , moral de todos nós, enquanto a gente não achar IMORAL um Estado que não dar as mínimas condições para alguém que esteja numa cadeira de rodas, ou faça uso de muletas, ir e vim no espaço urbano, enquanto a gente não ficar eticamente incomodados em saber que certas empresas empregam funcionários com deficiência, apenas de forma formal, para cumprir a famosa cota de 10%¨. Enquanto esses e muitos outros absurdos continuarem sendo aceitos por mim ‘Fabio’ , por você, Catarina, vamos continuar , comodamente incluindo pedras em copos d’águas , será que é isso que queremos? 

terça-feira, 11 de março de 2014

 Precisamos compreender o processo inclusivo como algo que mude a ótica sobre o individuo com deficiência , transforme essa visão vitimadora, que ate hoje é a tônica na percepção social a respeito desse segmento,  e conceba um cenário em que, apesar  de eu não fale , não ande, não me movimente , do jeito que o teu olhar aprendeu a vê, possamos existir , conviver , nos mesmos ambientes. Mas , para que isso aconteça de fato, é impressidivel que trocamos as lentes do nosso pensamento, ampliamos a ideia que , EU Fabio , tenho de pessoa. É esse o processo , estrutural , ético e cultural, por que temos que passar  
 A parti do momento em que as pessoas com deficiência  consigam atuar no ambiente cultural ou seja: quando essa pessoa sai do signo da inércia e torna-se um ator da historia, é nesse 1m1omento que a inclusão deixa de ser uma ideia para se tornar real.
 Desempenhar esse protagonismo cultural significa a conquista de um espaço único desse individuo, significa ter uma autonomia que sempre foi furtada desse individuo, uma autonomia que esta além das limitações físicas, sensórias etc, que cria condições reais para que esse individuo tem voz na sociedade.
É importante se pensar a inclusão das pessoas com deficiências como um processo ‘’humano’’, cujo não deve se ater ao espaço da escola . Porem,  é de suma importância, que esse espaço assuma o papel de ser um ’provocador  dessa inclusão’’ de modo  a sermos capazes de    conceber uma  ética inclusiva .
 Porem, o processo inclusivo não deve ser visto como um fenômeno ‘setorizado’- um assunto que pertence ás associações , ou dos professores da escola inclusiva , nem tão pouco.  Essa temática tem que  ser de toda a sociedade. Algo que capaz de criar uma Cultura  compromissada em promover a  inclusão .de todos os indivíduos . O  compromisso   com o processo  de inserção da pessoas com deficiências  tem que sair das barras das nossas saias, para passar a ser, de fato, uma discursão que  perpasse todas as instancia  dessa sociedade.

segunda-feira, 10 de março de 2014

O espaço mediastino, no contexto pós-moderno, se tornou o grande palanque em que grupos minoritários buscam visibilidade bem como sua legitimação no plano sócio e político.Por sua vez , a mídia representa estes grupos segundo os conceitos tradicionais ,cristalizando estereótipos enraizados no subconsciente coletivo. No âmbito da pessoa com deficiência a grande mídia mostra-se dicotomia reafirma essa constatação, nesse texto vamos começar a compreender como e por que esse processo ocorre. Contudo , com o surgimento da internet , das redes sociais , os veículos tradicionais de mídia não tem mais o monopólio da retorica, de modo que é cada vez mais difícil sonegar o espaços devido a segmentos  minoritários. Toda via, em relação às pessoas com deficiência ainda predomina , na cobertura midiática o rancho paternalista e a subtração na fala desse individuo , nas poucas vezes que em  a mídia se lembra de abordar a temática.

Considerando o fato de que os meios de comunicações tendem a ratificar o pensamento predominante no seu discurso , somos obrigados a estender nossa analise questão da Deficiência em seu aspecto social. como essa sociedade vê e representa o conceito de deficiência ? Como esse conceito é tratado Cultural e socialmente ? A raiz da compreensão das causas do preconceito, seja no enfoque mediastino seja em qualquer outra estância estar o conhecimento profundo de que significações o conceito , a palavra deficiência e o que ela gera nessa coletividade ?

Preliminarmente vamos vê que a deficiência, como símbolo, mexe com três tabus : a incapacidade Produtiva; a debilidade mental e física e a questão sexual . A imagem dessas pessoas ainda é fortemente ligada ao mito da impossibilidade nesses três níveis. Muito embora os fatos provam exatamente o contraio , um exemplo disso é o fato de que há varias olimpíadas e paraolimpíadas, o numero de medalhas dos chamados ‘para-atletas’ é muito maior do que o índice de medalhas dos atletas ‘normais’ . Mais se contra fatos não há argumentos, por que a percepção veiculadas das pessoas com deficiência, nos meios de comunicação , ainda é o mesmo da década de 70^?

Poderíamos  responder essa pergunta dizendo  que a deficiência traz naturalmente uma carga de símbolos que ratificam um posicionamento mais tradicional, já entrelaçado ideário coletivo como grandes impedimentos a uma existência social.

Porem, em contraponto a esse mito do imaginário coletivo, existe no plano real, um grupo dessa mesma sociedade “os portadores de deficiência ‘ que de uma forma ou de outra , precisam ser legitimado . Ao se deparar com essa necessidade a sociedade opta por configurar um padrão o qual  reconhece um ínfimos número de pessoas com deficiência, ‘OS SUPER DEFICIENTES1’,como aquele que , na visão dela, tem condições de ser incluso , de participar do processo sócio, político e econômico e outro a quem ela julgar totalmente incapaz de ter voz nesse contexto .

A mídia então potencializa esses dois estereotipo nas vezes em que os veículos de comunicação tem que falar dessa parcela da população Isso ficar bem claro na imagem propagada dos deficientes nas maioria das vezes que tende Ou há um heroísmo : ‘’ aquele super exemplo de virtudes’’ ou se cai no tradicional paternalismo :

A grande questão que se evidencia é , justamente , a incapacidade dessa sociedade e dessa mídia em dialogar com a pluralidade de enf0ques contidos nessas pessoas e que devem ser explorados , não apenas , nas matérias , entrevistas e reportagens que são produzidas sobre as pessoas deficiente é preciso que a mídia e seus profissionais se relacionem com esse endivido que colocamos no ar de uma forma humana , focando suas idéias e não sua condição física .

Como pessoa deficiente e jornalista, creio que ao pretender estenotipar essa pessoa a mídia se divorcia de seu próprio preceito de ser um espaço onde o contraditório afora e onde a sociedade se reconhece na sua diversidade . Em pese o fato do discurso mediastino tende a ser padronizado este , entretanto , não pode se cristalizar no tradicionalismo cujo empobrece não somente os veículos bem como, a nós , profissionais que nela atua.
Cabe sim, ao profissional da mídia não se permitir prender nessa teia de preconceitos e estereótipos que colocam determinados grupos e indivíduos num plano superficial . Temos que ter possibilidade de fazer com que o publico se defronte com a ‘’pluralidade humana’’ . É diminuir a função dos meios de comunicação se tentar mostrar deficientes apenas como coitados ou heróis , negros como marginais ou pagodeiros e tantos outros exemplo dessa dicotomia midiático .

Cabe a nossa capacidade criativa tentar conceber programas e matérias que tragam as pessoas deficientes para o contexto humano , social , como pessoas que estão imersas numa sociedade e não fora dela como extras terrestres . Imaginar que em 2014 , com a gama de possibilidades de informação que temos , ainda pautamos nosso olhar em estereótipos de 40 anos atrás é não acreditar em nossa capacidade de, enquanto agentes dessa mídia e dessa sociedade , em criar novos paradigmas, tanto da comunicação como no da sociedade que fazemos parte .

Fabio Fernandes .
Artigo original de 2006 .

Atualizado em 2014 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mães esperciais
Elas não um CNP, nem tão uma sede própria , o estatuto que orientam as ações desse grupo tem apenas um   item : amor de mãe .Foi assim que um grupo de mães de crianças com necessidades especiais se organizam através do face bock para levar carinho , informações e ajuda a famílias carentes . hoje o grupo ,’troca-troca de mães especiais’ , criado pela dona de casa Linda Franco, que mora em Curitiba – PR, já conta com 2843 membros e ajuda famílias de todos o Brasil.
O grupo faz doação de fraldas geriátricas , leite especiais  e outros materiais hospitalares para crianças e jovens com graves problemas de saúde, como seu filho, Gabriel Franco , 11 anos ,  e desde os sete vive com as sequelas da  adrenoleucodistrofia, também conhecida como ‘doença de Lorenzo’ . A doença degenerativa  que afeta o sistema neurológico de forma grave. Mas a força de Linda fez com que ela não parasse diante o problema do filho e, juntamente com outras mães  , formasse uma verdadeira rede de solidariedade . Mas o que teria motivado Linda a começar toda essa rede? Ela mesma responde.
-‘Poder ajudar mais e mais famílias, ampliar o trabalho que iniciei dentro do Hospital aqui em Curitiba. Durante três anos nossa rotina foi dentro de um hospital, conheci muitas famílias que precisam de material hospitalar, fraldas, medicamentos. Assim nasceu uma corrente do bem onde as mães especiais se ajudam. Antes essas mães ficavam dentro de casa achando que apenas ela tinha uma vida a parte na sociedade, através do grupo surgiram muitas amizades.’ Disse ela ,  
Linda Franco

A força de Linda contagiou outras mães de crianças especiais que se articulam de forma exemplar . hoje o grupo da mãe do ‘Gabi’; da mãe da Ana Beatriz  contam com  mais de 2000  mães que formam uma verdadeira legião do bem. E a coisa funciona bem assim : se a Cristiane tem luvas sobrando , ela divulga e logo encontra quem precisa . e assim, de um jeito que só mãe saber é que se forma essa circulo do bem  que já ultrapassou as fronteiras do país.
‘Desde fevereiro do ano passado, estamos ajudando, já enviei cadeira de rodas para o Paraguai. Tenho mãe em Londres juntando material hospitalar para nos enviar Já conseguimos muita cama hospitalar, equipamentos, curativos, leites especiais.’ cadeiras. Diz ela.
Que bom que nossos governantes e as megas ong aprendesse a lição simples e genuína que esse grupo nos ensina :ajudar o próximo é simples , bastar querer .

MAIS INFORMAÇÕES
https://www.facebook.com/groups/trocatrocaentremaesespeciais/]

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/09/mae-de-filho-com-doenca-rara-cria-pagina-na-web-para-trocar-doacoes.html


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

grupo de alunos com deficiência mostra, por meio da dança, que é possível superar limites e dá um novo tom a vida.  É essa a lição dos integrantes do curso de dança, das Oficinas de Artes do Instituto Helena Antipoff (IHA), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Educação. Direcionadas para maiores de 18 anos, as aulas acontecem no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência – Ciad, que é parceiro do programa. As oficinas têm como objetivo desenvolver, a partir da exploração de linguagens artísticas de expressão, as habilidades corporais e sensoriais de pessoas com deficiência que acabam dando uma verdadeira aula de superação.

A professora de dança, Valéria de Assumpção, explica que durante as aulas são estimuladas percepções de domínio motor, como o equilíbrio, além de utilizar técnicas de relaxamento e de expressão corporal, a fim de possibilitar que a pessoa com deficiência tenha maior autonomia.

- O objetivo do trabalho de dança aqui é trabalhar a expressão criativa do aluno, o domínio motor e sua sociabilização, dentro das peculiaridades de cada deficiência. No grupo de deficientes visuais, eu trabalho a noção de espaço-temporal e de ritmo aliado a percepção tátil deles. Enfim, uma gama de fatores que acabam tendo influência direta na vida do aluno - explicou.

Segundo ela, o trabalho é focado nas peculiaridades de cada um, considerando suas aptidões, limitações e necessidades mesmo as aulas sendo em grupo. Valéria ressalta ainda que acima de tudo é valorizado as experiências culturais e sociais do aluno:

 - Quando esse aluno chega aqui, a gente começa um trabalho de conscientização corporal, aliado à improvisação, tendo em vista seu potencial, verificando a riqueza de movimentos e rítmica a ser valorizada. O aluno não chega vazio, ele tem um conteúdo de experienciais culturais. O trabalho busca aprimorar o movimento e a capacidade de cada um. Valorizar essa vivência é vital para o sucesso.

A dança, para Valéria, atua como elemento de transformação no modo como o aluno percebe o mundo ao redor e interagi com as outras pessoas, e, sobretudo, de como eles se veem no contexto social, familiar.

- A dança leva os alunos a ampliar suas possibilidades, tanto de autoconhecimento, quanto de inclusão social, por ser uma fonte de comunicação e expressão de sua relação com o mundo.

De acordo com a professora Mônica Muniz de Ruiz, que atua no programa há 10 anos, com o método Angel Vianna, a dança e a expressão corporal possibilitam o aluno a se redescobrir:

- O nosso trabalho mais do que ensinar o aluno a dançar é convidá-lo a descobrir sua potencialidade expressiva. Utilizamos a dança para proporcionar a experimentação e a liberdade de criação e de expressão desse aluno. A dança permite que o indivíduo manifeste sua integridade a partir da possibilidade infinita de expressão.

Para a aluna Marina Magalhães, que ficou cega há 10 anos após sofrer um descolamento de retina, a dança abriu um novo horizonte em sua vida:

- A dança faz parte da minha vida. Hoje trabalho com cerâmica e já escrevi dois livros de poesias e também peças teatrais. Antes trabalhava com moda, mas descobri dentro de mim outros talentos a florescer.

José Carlos de Araújo é outro aluno do curso que descobriu na dança a motivação para superar um glaucoma que há 18 anos o tirou totalmente a visão e a vontade de viver.

- Tenho a dança como combustível de alegria. Hoje venço os obstáculos com muita força e bom humor. Encontrei na dança a força que precisava para descobrir, dentro de mim mesmo, o sol de uma nova manhã. Aprendi uma nova forma de viver contou José.

As aulas de dança das Oficinas de Artes do Instituto Helena Antipoff acontecem de segunda à quinta-feira, de 8h às 12h e de 13h às 17h, no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência – Ciad , que fica na Avenida Presidente Vargas nº 1997. Mais informações sobre o curso ou qualquer outra atividade das Oficinas de Artes do IHA/Ciad podem ser obtidas através do telefone: 2224-7704.