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Os donos da inclusão

Um fenômeno anômalo que acontece com o movimento das pessoas com deficiência é o fato desse movimento delegar a sua retorica, de forma majoritária, a pessoas sem deficiência. Algo no mínimo contraditório não acham? Vejamos, os grupos de afirmação dos direitos de grupos minoritários surgem no pós II Guerra, e ganham maior expressão nos anos 70, nos E.U.A, e 80 no Brasil, para legitima a fala desses segmentos. De forma que, a grosso modo quem fala pelo movimento negro é um negro. Obviamente há brancos que defendem as questões do negro e até assume papel de destaque nesse movimento. Toda via, os negro, como também, o movimento feministas, GLBT.. enfim , de um modo geral o que confere legitimidade a esses movimentos é a capacidade de trazer a público as demandas sociais, existenciais , através das falas dos indivíduos pertencentes a tais movimentos. No caso das pessoas com deficiência a fala que prevalece dificilmente é das pessoas que tem deficiência. Há uma delegação tasca dessa retor…

Prefeitura promove programa de ressocialização de jovens

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Um dos maiores desafios da sociedade brasileira é o crescimento de atos infracionais por crianças e adolescentes, em geral oriundos das classes mais carentes e muitas das vezes influenciados pelo tráfico de drogas. Na base desse grave problema social, estão vários fatores como a ausência de estrutura familiar, a evasão escolar e a falta de perspectiva. A Prefeitura do Rio trabalha para acolher e ressocializar jovens que estejam cumprindo medidas socioeducativas. Atualmente, 987 adolescentes participam do Programa de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto.  O programa da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), em parceria com o Poder Judiciário, promove acompanhamento social de adolescentes, de 12 a 18 anos, com o objetivo resgatar os laços familiares e contribuir para o acesso a direitos desses jovens, bem como para a reintegração social. Em funcionamento em 14 Centros de Referência de Assistência Social (CREAS), o projeto conta com equipes interdiscip…

Oficina de Teatro Inclusivo tem inicio em Realengo

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Olá amigos da objetivo
É com grande alegria que anunciamos que a partir de agosto nossa Oficina teatral inclusiva Arte Viva chega a Realengo ‘alô alô Realengo’. A Associação Objetivo, em parceria com o ‘Projeto Caminhos do coração ‘ estaremos promovendo inclusão sociocultural de jovens com e sem necessidades especiais de toda região de Realengo. As atividades aconteceram as quintas-feiras , em uma ação voluntaria , na Rua Tecobé – nº 347 .#soumaisobjetivo Inicio das aulas :  quinta-feira, 10 de agosto Inscrições Ficha de alunos com deficiência https://goo.gl/forms/lljjfYtiJ2FTeOqK2 Ficha de alunos sem deficiência https://goo.gl/forms/kz9PGeRcHCqDwnuI3

Inclusão : precisamos ouvir também?

É fato que a inclusão das pessoas com deficiência já rendeu vários congressos, simpósios. Encontros e tudo o que você imaginar nessa seara de eventos. Já teve novela da globo sobre o assunto. Em fim, a inclusão é tipo a ‘voz do Brasil’- aquele programa de radio que vai ao ar as 19 horas, todos nós já ouvimos. Mas , pergunta se a gente prestou atenção... não estou invalidando os esforços das pessoas que se envolvem com a temática inclusiva , ate porque também milito nessa área. Contudo, as vezes me pergunto se não é hora de falar desse processo que afirma a cidadania de quase  14 por cento da população que em sua maioria vivem à margem dos sistemas de saúde , educação etc . acho que já deu para sacar que do jeito que a inclusão vem sendo tematizada ela não sai do lugar. A primeira reação é colocar a culpa da insensibilidade da sociedade como. Toda via, não creio que esse seja o melhor caminho. Prefiro crer que devemos trazer a sociedade para dentro da inclusão. Mas, não como espectado…

É preciso que o combate a corrupção faça parte da agenda de crescimento

Muito se fala que a operação Lava jato e o combate a corrupção que ela promove, de certa maneira, atrasa a progressão de uma agenda de desenvolvimento do país. Toda via, é preciso destaca que boa parte do atraso social                 e econômico que a sociedade brasileira vive hoje traz em sua raiz , justamente o não combate ao desmando causado pela corrupção, de  forma, eu creio que não há como dissociar a retidão da coisa publica com o crescimento econômico saudável , não me refiro à especulação que alimenta , em grande parte da corrupção , mas do capital que promove o desenvolvimento . Eu creio que é preciso  dizer, em alto e bom som, que a população brasileira não aguenta, não compactua, não aceita, a corrupção. É preciso dizer isso, mostrar que o custo do atraso de todas instituições que tem influenciam na nossas vidas é caro , e esse atraso se deve , em grande parte à corrupção que desde sempre assola o nosso País. Eu trago, só para  aludir um exemplo. Na década de 90 o grand…

É preciso politizar a inclusão

Já passou da hora: A questão da inclusão social das pessoas com deficiência precisa sair do gueto das pessoas ‘boazinhas’ para se tornar uma questão política, que represente as, na forma de políticas públicas comprometidas com as aspirações de 24 mil brasileiros e suas famílias. É preciso sim, que a pessoa com deficiência ocupe seu lugar e, sobretudo, tenha sua voz respeitada no cenário representativo do País. Isto significa dizer que a conquista da inclusão de um segmento expressivo da sociedade não se dará de mão beijada, na base do acomodamento no cenário inclusivo no contexto social marcado por um modelo excludente. A questão politica da inclusão tem que ocupar as esferas de poder desse país se não continuaremos remando no seco, como vem acontecendo com a temática inclusiva há décadas. A distância entre o que se fala, nos discursos inclusivos, e a realidade das maioria das pessoas com deficiência é grande, a grande parte das falas sobre a inclusão das pessoas desconsideram totalm…

O que queremos? Sermos cidadãos ou apenas ser inseridos?

Parece a mesma coisa, mas não é: Durantes as últimas décadas muito se falou na chamada ‘Inclusão das pessoas com deficiências’. Como se o simples fato de se insertar esse segmento, sem buscar compreender a cultura paternalista, de negação da autonomia da pessoa com deficiência e a tendência de se interpor um personagem ‘validador’ da ação social desse individuo no contexto de seus relacionamentos sociais, fosse o bastante para solucionar as demandas sociais desse segmento que historicamente está numa situação periférica em relação a sua própria cidadania.   A opção pelo caminho mais fácil, ou seja, por uma conciliação entre a ideia de que interativa entre a pessoa com deficiência e a sociedade deva se dá pela filantropia, pela piedade... afinal, esta, carece de auxílio para existir, nessa sociedade, e o que se convencionou chamar de movimento de defesa dos direitos das pessoas com deficiência gerou um cenário representativo esquizofrênico , em que aquilo que deveria ser alvo de quest…