sobre o Fabio


Fábio Fernandes
é jornalista, poeta, dramaturgo, roteirista, escritor e criador de conteúdo digital. Sua trajetória artística e profissional é marcada pela utilização da comunicação, da literatura, do teatro e das novas tecnologias como instrumentos de expressão artística, inclusão e transformação social.

Nascido em 27 de junho de 1974, Fábio Fernandes atua no cenário cultural desde 1998, quando iniciou sua trajetória como dramaturgo com a peça “O Menino que Falava com os Pés”. A obra, voltada ao público infanto-juvenil, abordava a inclusão escolar de estudantes com deficiência e tornou-se um dos trabalhos pioneiros na dramaturgia brasileira dedicada ao tema. A peça foi apresentada em diferentes espaços culturais do Rio de Janeiro e posteriormente contribuiu para a criação do Grupo Cultural Arte Viva, em 2001, atualmente representada juridicamente pela Associação Objetivo de deficiente.

A partir desse primeiro trabalho, a produção artística de Fábio passou a estabelecer uma relação permanente entre arte, cidadania, deficiência, diversidade e participação social. Sua dramaturgia não se limita a representar a pessoa com deficiência, mas procura colocá-la como sujeito de sua própria história, com desejos, conflitos, afetos, sonhos e capacidade de transformação.

Outro marco importante de sua trajetória teatral foi “Meu Irmão”, texto escrito por Fábio e levado aos palcos em Portugal, em 2006, pelo grupo de teatro Histéricos. A obra ampliou a presença de sua dramaturgia para além do Brasil e consolidou uma produção teatral comprometida com a reflexão sobre a condição humana e o reconhecimento da cidadania das pessoas com deficiência.

JORNALISMO E COMUNICAÇÃO

Paralelamente ao teatro, Fábio construiu uma trajetória no jornalismo. Em 2006, passou a integrar a equipe da Secretaria Extraordinária de Comunicação Social da Prefeitura do Rio de Janeiro, sendo apresentado como o primeiro jornalista com deficiência a fazer parte daquela equipe. Também atuou na produção de matérias jornalísticas e na cobertura de acontecimentos relacionados à educação inclusiva e aos direitos das pessoas com deficiência.

Sua experiência jornalística também inclui a cobertura dos Jogos Parapan-Americanos de 2007, além da atuação como repórter e produtor de conteúdo relacionado à inclusão e à diversidade.

Durante anos, manteve o blog “Eficiente em Foco”, criado como espaço jornalístico voltado especialmente às questões relacionadas às pessoas com deficiência. O projeto tornou-se também um importante registro de sua trajetória profissional, cultural e intelectual. O próprio arquivo do blog reúne referências ao seu trabalho como jornalista, dramaturgo, roteirista, palestrante e produtor cultural.

LITERATURA


Em 2014, Fábio lançou o livro infantil “BIM – Um Menino Diferente”. A obra apresenta, com humor e linguagem acessível, o cotidiano de um garoto de 11 anos com paralisia cerebral, procurando romper com os estereótipos tradicionalmente associados às pessoas com deficiência.

BIM não é apresentado como um personagem definido pela deficiência. É, antes de tudo, um menino curioso, arteiro, inteligente e feliz. A literatura passa, assim, a funcionar como instrumento de aproximação entre o público infanto-juvenil e o universo da inclusão.

ARTE, INCLUSÃO E PRODUÇÃO CULTURAL

A trajetória de Fábio também está relacionada à construção de iniciativas culturais voltadas à valorização da pessoa com deficiência. Sua experiência com o Grupo Cultural Arte Viva está na origem de uma atuação mais ampla que posteriormente se relacionaria à Associação Objetivo de Deficientes, organização dedicada à defesa de direitos e à promoção da inclusão social por meio da cultura, do esporte e da comunicação.

Registros públicos da Prefeitura do Rio de Janeiro reconhecem a importância de seu trabalho teatral e destacam que “O Menino que Falava com os Pés” esteve na origem do Grupo Cultura Arte Viva.

Sua atuação cultural continuou ao longo dos anos, incluindo projetos de teatro inclusivo. Em 2022, por exemplo, o projeto “Workshop de Teatro Inclusivo Arte Viva”, apresentado por Fábio Fernandes da Silva, foi selecionado no edital Cultura Inclusiva RJ, alcançando média 95 na classificação geral.

“PAPO CABEÇA COM PÉ”


Outra etapa importante de sua produção foi a criação e apresentação do programa “Papo Cabeça com Pé”, voltado a entrevistas com pessoas relacionadas à diversidade cultural, à inclusão social e ao universo das pessoas com deficiência.

O programa amplia a atuação de Fábio no campo da comunicação audiovisual, aproximando jornalismo, cultura e informação e dando espaço para personagens e histórias que muitas vezes permanecem fora dos meios tradicionais de comunicação.


A POESIA COMO NOVA DIMENSÃO DA OBRA

Nos últimos anos, a produção de Fábio Arte Viva passou a incorporar de maneira cada vez mais intensa a poesiaA poesia surge como uma linguagem capaz de ultrapassar os limites do jornalismo e da dramaturgia tradicional. Seus textos exploram temas como passagem do tempo, memória, existência, natureza, afetos, identidade, liberdade e condição humana.

Nesse processo, Fábio passou também a experimentar a transformação de seus poemas em canções, narrativas audiovisuais e obras poéticas multimídia, estabelecendo uma relação entre palavra, música, imagem e movimento. Essa fase representa uma ampliação de sua trajetória artística: da dramaturgia teatral para uma espécie de dramaturgia poética audiovisual, na qual o poema deixa de ser apenas texto e passa a ser concebido como experiência visual, sonora e narrativa.

ARTE VIVA ANIME E A DRAMATURGIA POÉTICA DIGITAL

É nesse contexto que surge uma nova etapa da trajetória de Fábio Arte Viva: a criação dos vídeos de dramaturgia poética do canal “Arte Viva Anime”O projeto utiliza recursos de inteligência artificial e ferramentas digitais de criação audiovisual para transformar poemas e textos autorais em pequenas narrativas cinematográficas.

No Arte Viva Anime, a poesia passa a ser trabalhada como matéria-prima para a construção de imagens, personagens, atmosferas, movimentos, trilhas sonoras e narrativas. O resultado é uma linguagem que combina poesia, dramaturgia, cinema, animação e inteligência artificial.

Mais do que simplesmente ilustrar poemas, a proposta busca criar uma verdadeira encenação poética audiovisual: cada verso pode originar uma imagem, cada metáfora pode transformar-se em uma cena e cada silêncio pode assumir uma função narrativa.

Essa experiência representa uma continuidade natural da trajetória de Fábio. O mesmo artista que, em 1998, utilizou o teatro para discutir a inclusão passa, décadas depois, a utilizar as tecnologias digitais para explorar novas possibilidades de contar histórias e materializar poeticamente aquilo que antes existia apenas na palavra.

Assim, o Arte Viva Anime constitui uma nova frente de sua produção autoral, marcada pela experimentação e pela busca de uma linguagem própria para a chamada dramaturgia poética digital.

Leia  mais

http://odia.ig.com.br/diversao/2014-07-30/jornalista-com-paralisia-cerebral-lanca-bim-um-menino-diferente.html
http://www.revistareacao.com.br/website/Edicoes.php?e=100&c=10012&d=0

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