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Mostrando postagens de 2015

Professor usa informática para promover inclusão de alunos com deficiência visual

Mais do que um professor de informática, Marcio Maciel é prova de que as limitações estão aí para serem superadas. Desde a infância com baixa visão, ele é o responsável pela Oficina de Informática para estudantes da rede municipal de ensino que apresentam algum tipo de deficiência visual. Promovida pelo Instituto Helena Antipoff (IHA), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Educação, a oficina tem a tarefa de fazer com que as ferramentas tecnológicas desenvolvidas para pessoas com deficiência visual sejam utilizadas para favorecer o processo de aprendizagem e de inclusão. O trabalho de Marcio, que há seis anos está à frente da oficina, divide-se entre as aulas que ministra para os alunos no Instituto e a capacitação de professores que trabalham nas salas de recursos. -  Com o tempo, a gente percebeu que muitos alunos não poderiam vir ao Instituto, como os que estudam em Campo Grande e Santa Cruz. Então começamos a ir até esses alunos através da capacitação do professor, levando o c…

O rio falou de nós

Que animais somos? O CRIME cometido na barragem de Mariana , para muito além dos venais atos do capital sobre a vida – entenda-se ‘vida’ como: rios, flora e fauna e sobretudo, a vida humana que sofre as consequências do lucro estupido e assassino- mas há muito mais nesse cenário do que o simplório conceito de ganancia capitalista . o que o rio gritou quando se derramou sobre milhares de pessoas no Município mineiro foi a nossa omissão diante a um assassinato anunciado.
O rio falou da nossa corrupção   que, foi o gatilho não somente do crime de Mariana, mas de muitos outros crimes cometido pelo capital insano , associado a maldita corrupção nossa de cada dia. A pergunta calada pelo noticiário, tao criminosamente displicente como os agentes públicos que coo assassinaram as milhares de pessoas que morreram nesse crime , é se estamos dispostos a ouvir as águas , o sangue, a lama em que estamos atolado, e na qual somos cumprisses. O rio falou da canalhice do Estado brasileiro. Ate quando …

A cidadania das pessoas com deficiência em tempo de ‘inclusão’

A primeira consideração que quero fazer para esse nosso papo , é que  fala que trago, para esse encontro é  antipática porem afetuosa. Trata-se de uma reflexão sobre a ‘inclusão’. Sobretudo, em um tempo em que a retorica inclusiva domina as falas de grande parte da sociedade, como um termo sagrado ou uma palavra de ordem, que as pessoas repetem sem saber ao certo sobre o que estão falando. De um modo geral percebe-se que hoje   a palavra ‘inclusão’ foi posta  em um altar por muitos de nós,  como algo que não precise ser compreendido e debatido... Como se nós ’mestres da inclusão’ tivéssemos todas as respostas sobre este processo. Esse, me parece ser o maior engano que estamos cometendo. Pois, como qualquer outro processo social, a inclusão das pessoas com deferência precisa ser transformada , ‘ tomar um solzinho’, e se renovar. O que lamento dizer , não acontece há muito tempo.
Cuidado com as ideias que se tornam consenso. Elas podem está mofadas pelo comodismo 
A Embora eu saiba que …

A cilada do engolido inclusivo

É fato inconquistado que a temática da inclusão das pessoas com deficiência é um dos assuntos mais debatidos por grande parte da sociedade brasileira, já há algumas décadas, por educadores, jornalistas, profissionais da área da saúde. Podemos dizer que a partir das décadas de 80, 90 e, nos anos 2000, se vive uma ‘grita inclusiva’, parece que , de uma hora para outra a gente descobriu que temos que ‘enfiar’ a pessoas com deficiência na escola , no mercado de trabalho etc. seriam medidas que resolveria uma problemática complexa, e que definitivamente não será resolvida na base da cota. Mas foi  com base nessa ‘ideologização’ inclusiva a gente criou a chamada fala inclusiva. Entretanto, acredito que todos nós concordamos que o contexto sociológico das pessoas com deficiência pouco ou nada mudou nesse período , pouco mudou. Isso quer dizer que por mais que nos mais recentes 20 ou 30 anos , tenhamos expandido, significativamente, o discurso incluso , esse discurso pouco foi capaz de alter…

Esse artigo foi publicado na Revista ‘Destinos Acessibilidade e Deficiência’, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Cultura e inclusão das pessoas com deficiência
As representações culturais sempre apresentaram as pessoas com deficiência de forma desfavorável, via de regra as peças de teatro e o cinema mostraram esse segmento de maneira passiva e negligenciando o protagonismo social. A motivação do trabalho da “Associação Objetivo de Deficientes” é tentar reverter esse cenário de mudez cultural em que a pessoa com deficiência sempre esteve inserida, propondo uma nova conjuntura sociocultural através das nossas peças teatrais e eventos. Agora, através da parceria com o grupo “Desenrolo no Cinema” do produtor Roberto Melo, a promoção de uma cultura inclusiva ganhou mais força, para que haja uma efetiva interatividade entre pessoas com e sem deficiência. Nesse período relativamente pequeno, a Objetivo já produziu o “Simpósio de Cultura Inclusiva”. Em 2013, o evento fez sua segunda edição, revelando a criatividade e potencial artístico das pessoas com deficiência e sendo uma vitrine para que essa pessoa…

Creches inclusivas integram crianças com e sem necessidades especiais

Integrar crianças, possibilitar uma maior autonomia e colaborar para a reabilitação de meninos e meninas com e sem necessidades especiais são os principais objetivos das creches inclusivas da Prefeitura do Rio. Desenvolvidas pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, desde 2010, elas têm capacidade para atender 370 bebês e crianças na primeira infância, entre onze meses e três anos e onze meses, nos Centros de Referência da Pessoa com Deficiência de Campo Grande, na Zona Oeste, e Vila Isabel, na Zona Norte, onde a inclusão, o afeto e o respeito ao próximo, são lições aprendidas, literalmente, de berço. Nesses espaços inclusivos, as crianças participam de diversas atividades lúdicas, que buscam estimular o desenvolvimento e a convivência delas, respeitando as características de cada uma e tornando o preconceito absolutamente secundário. A supervisora da creche inclusiva de Campo Grande, Morgana Buscacio, explica que a metodologia utilizada é de interação entre as crianças com e…

Alunos com deficiência usam a dança para superar limites

A b usca da harmonia perfeita entre movimentos, corpo e alma é a principal motivação dos alunos que frequentam, de segunda a sexta-feira, as aulas da oficina de dança do Instituto Helena Antipoff (IHA) - órgão responsável pela educação especial e inclusiva de alunos com deficiência na rede municipal. A superação de limites e o aumento da capacidade de expressão são as consequências mais visíveis da oficia, que atende cerca de 20 jovens com algum tipo de deficiência. 
A atividade artística tem papel fundamental na ampliação das possibilidades de jovens com deficiência. Com os alunos cegos, por exemplo, trabalhamos a questão espacial, percepção de lateralidade, da movimentação desse indivíduo – explicou a professora Ana Beatriz do Lago, que está à frente do trabalho desde 2010. De acordo com a professora, as aulas de dança colaboram ainda para correção de vícios de postura comuns em pessoas cegas, como o caso da aluna Bárbara Daniele Ferreira Rodrigues, 22 anos, que tinha o hábito de mover…

Será que seremos uma cidade paraolímpica ?

A pouco mais de um dos jogos paraolímpico de 2016 a imprensa parece não se dá conta da relevância desse evento , não apenas no aspecto da visibilidade da competividade e da excelência de nosso para-atletas , mas também da oportunidade que a sociedade brasileira terá , com a realização desse evento , de iniciar uma era de fato inclusiva. É evidente que a realização da paraolimpíada não terá poderes mágicos para, de um dia para outro, sarar todo um cenário de exclusão que , no ano que antecede 2016 , vivem não apenas muitos dos para-atletas . O que podemos, e temos que esperar , é que o evento paraolímpico comece um debate politico sobre a cidadania de cerca de 24 milhões. Nesse campo a mídia, tem sim, um papel a cumprir. Considerando que uma das funções da mídia é o de repercuti as diversidades sociais , ou seja, uma das razões de ser de um jornal é levar ao publico, as múltiplas realidades que são produzidas pelos diversos segmentos dessa sociedade. Toda via, essa tarefa , quase sem…

CDB: uma conversa no lugar errado

O debate em torno do canabidiol CBD , medicamento para controle de casos estremos de epilepsia, que traz um subtraído da canapê na sua formular e, devido a isso é proibido no país, é um exemplo  de como uma condução equivocada de um tema pode deturpa-lo e , afugentar a razão de quem, de quem de fato a tem . Os pais das crianças que se beneficiarão do medicamento logo atraíram os holofotes da mídia se colocam ao lado do movimento que defende a descriminação do uso ‘recreativo’ da maconha, muitos pais ate aderiam a macha da maconha deram, me perdoe, um tiro no pé.
Ao tentar embarcar em uma onda que  não era a sua , esses pais, acabaram por trazer pauta de preconceitos que cercam  o tema da descriminação da maconha . é fato que há uma separação genuína entre esses pais e os grupos defensores da liberação do uso da chamada ‘droga leve’. É nítido em qualquer estudo que se faça a respeito do canabidiol que a quantidade de contida da formula do CDB é insuficiente para entorpecer alguém. Alé…