segunda-feira, 26 de julho de 2010

Foto de AF Rodrigues_2 Atualmente na rede municipal de ensino do Rio de janeiro estudam cerca dc 10 mil alunos que apresentam algum tipo de deficiências, grande parte deles ainda estão em escolas e classes especiais, um modelo de educação ultrapassado e segregadonista. Uma prova disso é que desde a ultima década de noventa a lei de diretrizes e bases da educação brasileira garante o acesso de crianças e jovens com necessidades especiais ás turmas do ensino regular, Apesar dos avanços obtidos nesse período em torno na inserção, tanto no aspecto legal como em experiências bem sucedidas em escolas de todo o pais de inclusão de alunos com e sem deficiência a exclusão escolar desses alunos permanece sendo uma realidade no contexto da educação em todo o Brasil. Para reverter esse quadro, no município do Rio e assegurar que alunos com e sem deficiência estejam presentes no mesmo ambiente escolar a atual diretoria do Instituto Helena Antipof, órgão da Secretaria Municipal de Educação responsável pelo ensino dos alunos especiais no município se esforça no sentido de conceber novos para digramas de uma escola de fato inclusiva.

Claudia Glabois, diretora do instituto fala sobre este trabalho que vem sendo realizado por profissionais de toda rede de ensino carioca no sentido de melhora a qualidade da inclusão desses alunos nas escolas municipais do Rio. Claudia começou nosso papo contando que logo que tomou posse, em fins do ano passado, percebeu que os serviços e recurso que o instituto oferecia a esses alunos precisavam ser descentralizados:

-‘’por exemplo, tínhamos aqui no instituto uma oficina vivencial que era um centro de adaptação de recursos pedagógico de excelência , só que essa oficina atendia um numero pequeno de alunos que tinham como vim ate aqui . Agora estamos fazendo com que profissionais que atuavam na oficina vivencial, estejam nos pólos e nas salas multifuncionais, nas escolas onde estudam alunos que de algum modo necessitam desse recursos ou adaptações. Com isso a gente dinamiza todo o processo de atendimento desse aluno e do professor ’. Disse ela

A diretora do instituto aproveitou paras anunciar a compra de vários equipamentos que auxiliam a autonomia dos alunos com limitações motoras e visuais. Segundo ela, nas próximas semanas estarão chegando mais de 50 lepi top para os alunos com paralisia cerebral , que tem limitações motoras e de fala: ‘para você ter uma idéia, ate o ano passado a gente uma impressora braile agora estamos comprando mais cinco’alem e. O mais importante é que esses recursos não ficam mais aqui no instituto mas sim nas escolas que é onde esse aluno precisa’. Destaca Claudia.

Ainda sobre novos investimentos que será feito ainda nesse ano em torno da educação inclusiva a diretora disse que através de uma parceria com o MEC será possível implantar 80 salas multifuncionais nas escolas com recursos tecnológicos e didáticos que favoreçam o processo de aprendizado de alunos com deficiência entre outros investimentos que estão chegando, ’a gente sabe que isso é pouco para atender as demandas da rede, mas é o começo ‘’ diz Claudia.

Claudia continua nossa conversa relatando que o envolvimento dos professores para que esse novo momento da educação inclusiva aconteça de fato. ‘é fundamental o comprometimento de toda comunidade escolar, ela conta agora mesmo o MEC está fazendo um seminário em 8 coodernadores das nossas equipes estivesse La, com gestores de todo Brasil, falando sobre os trabalhos desenvolvidos. Nesse mesmo seminário o rio recebeu um premio , a Escola Celestino da Fonseca foi premiada como a melhor escola da região sudeste por ter inserido seus alunos adolescentes que estavam nas classes especiais no peija . Esse trabalho acontece graças ao empenho do professor de sala de aula, ao apoio das professoras itinerante, das coordenadoras ou seja de todos profissionais da rede’. Fala Claudia .

Centro de Referência em Educação Especial Especial Instituto Municipal Helena Antipoff. Rio de Janeiro, Brasil, América Latina. Claudia também refletiu sobre a importância da educação inclusiva , não apenas para os alunos com necessidades especiais mas sim para toda a comunidade escolar . Ela ressalta que ao promover a presença de alunos com e deficiência na mesma sala de aula estamos dando um grande passo em direção de uma sociedade de fato inclusiva, capaz de conviver melhor com a diversidade. Ainda sobre esse tema ela lembra que historicamente sempre houve uma lacuna de convivência entre as crianças com e sem deficiência na escola que precisa deixar de existir. Para Claudia Grabois, pensar na educação inclusiva significa repensar o próprio sentido da educação: ‘A minha geração teve uma laguna de não conviver com alunos com deficiências na sala de aula e as crianças hoje sofrem as conseqüências dessa laguna da nossa geração e a gente não pode permitir que essa laguna continue a existir no cotidiano de nossas escolas’. Afirma Claudia .

Ainda sobre escolas e classes especiais a diretora do IHA pondera dizendo que a pesar delas representearem um atraso em relação ao modelo de escola inclusiva, defendido pelo MEC , seria uma insensatez acabar, de uma hora para outras com esses espaços ate porque , lembra Claudia Glabois que existem jovens com graves comprometimentos mental que tem nas escolas especiais a única possibilidade de socialização . Entretanto Claudia faz questão de ressaltar a educação inclusiva para todos os alunos.

Ainda sobre esse tema ela explica que ate bem pouco tempo atrás, em muitos casos, os alunos com deficiência que eram inseridos em turmas regulares e não se adequavam aquela nova realidade retornavam simplesmente as escolas especiais . Ale de gera uma frustração em toda a família, na verdade, esse retrocesso, na opinião da diretora expõe as deficiências não do aluno mas sim do sistema que deve ser aprimorado para acolher esse aluno respeitando suas especificidades :’ a gente nunca pode colocar a responsabilidade do não aprendizado em cima do aluno ,a gente tem que oferecer os recursos para que ele aprenda, tenha esse aluno a deficiência que tiver, essa e uma discussão ultrapassada ate porque a lei garante a esse aluno o direito de estar inserido nessa escola e cabe a nós oferecer os recursos e os recursos pedagógicos e as ferramentas para que isso aconteça ‘ conclui Claudia.

É um fato incontestável que a educação inclusiva alem de ser um direito que, a muito tempo vinha sendo negado a milhares de crianças e jovens com deficiência, é um avanço que convida essa nova geração a ser indivíduos melhores dos que hoje somos. A grande chorumela dos que , em pleno anos de 2010 , ainda defende o modelo excludente das escolas especiais é o mesmo papo que a pelo o menos a 10 anos ouço: ‘as escolas regulares não estão preparada para receber alunos com necessidades especiais’ , lamento informar que, assim como na vida , as escolas regulares somente poderão se adequar as necessidades de qualquer aluno a medida em que ele esteja dentro de suas salas de aulas. Espero que isso aconteça de fato nas escolas do município do Rio.

Imagens: AF. Rodrigues

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Acontece no dia 10 de agosto, São Luiz Gonzaga. Rio Grande do Sul, a Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência. o evento será promovido durante todo dia, no salão de atos da Universidade Regional Integrada - Extensão São Luiz Gonzaga. A programação do encontro inclui palestras e debates sobre a inserção das pessoas com deficiência no âmbito da Educação; Saúde; Trabalho entre outras temáticas. Na conferencia também será analisados os avanços da Política Nacional, Estadual e Municipal para a Inclusão da Pessoa com Deficiência. mais informações sobre o evento no sitte:

http://guiasaoluiz.net/2010/07/conferencia-municipal-dos-direitos-das-pessoas-com-deficiencia-de-sao-luiz-gonzaga/

terça-feira, 20 de julho de 2010

Não é por nada não , mas é irritante a forma com que as pessoas tiram , roubam das pessoas com paralisia o direito de ser gente, isso mesmo, me intrica a capacidade que as pessoas que rodeiam crianças jovens e muitas adultos PC e que teriam o dever ético de promover aquele sujeito na sua plenitude , são os primeiros a sonegar dessa pessoa a possibilidade dela ser um indivíduo e, no caso dos adultos, pessoas que tem penis e vagina. Coisa obvia, mas quando se trata das moças e rapazes que tem PC parece que estamos numa novela de época . Os dois casos que motivam esse texto , embora não tem nada a ver , mostram como o pc é ainda percebido como um NÃO-INDIVIDUO , alguém que por não ter autonomia de fala ou de movimentos não possui , ‘supostamente ‘ condições de SER PESSOA cuja, pensa e interage no seu meio social, e o que me parece mais grave é que esse preconceito, horrendo, é travestido de atitudes que a um olhar, não atento, se apresentam com afeto , carinho ECT
O primeiro caso, ilustrado com vídeo disponibilizado ao fim do texto, mostra uma Professora, com seu aluno PC ,que deve ter seus 12 anos – por tanto , na fase em esse adolescente estar formando o seu pensamento sobre si – quando vimos que essa professora que , deveria estar estimulando seu censo critico o trata , patéticamente como bebê fico assombrado, não pelo menino que , se Deus quiser daqui a pouco vai encontrar alguém que o trate como gente. Mas por essa professora,como alguém que diminui tanto o outro pode formar cidadãos ? Pessoas plenas? Dela sim , tenho ao mesmo tempo medo e pena porque, se por um lado fica evidente a total desqualificação dessa senhora para formar qualquer tipo de pessoa – tenha esse aluno PC,.RM,.ou MN – merda nenhuma-, por outro lamento constatar que a grande maioria das educadoras que tem alunos com paralisia cerebral pensam e agem exatamente como ela , e o pior que isso passa batido, como se as crianças que apresentam PC fosse algo que não merecesse se tratado como individuo que tem o mínimo de inteligência .
Esse preconceito ‘adocicado’ tem conseqüência serias: Uma delas podemos ver quando chega a fase adulta, o PC tem que se posiciona perante o seu circulo social com uma pessoa que, como as outras, tem todo o direito de administrar sua própria vida e fazer suas escolhas. Evidente que todo esse caldo de sublimação do pensar desse sujeito leva em muitos caso, pessoas com paralisia cerebral serem infantilizado por sua família e amigos.
O segundo caso que fundamenta esse texto aconteceu no meu aniversario quando nuna reunião de amigos uma amiga de infância pc travava uma batalha em gloria para dizer as outras pessoas presentes as suas impressões sobre Penedo , é isso mesmo , cidade onde ela esteve com a família. A fala da moça que tem 33 anos era sempre cortada, editada e diminuída pelos os pais como se eles tivessem o direito de dimensionar com as falas deles as opiniões da filha. Lógico que esse relato de algo que aparenta ser pequeno é uma mostra das atitudes de preconceito que eu e você tomando diariamente com nossos ‘irmãozinhos’ PC.