Inclusão: qual queremos? A dos direitos e deveres ou as das gratuidades?

É importante considerar o preconceito que a sociedade em relação as pessoas com deficiência como um fenômeno sociológico. Uma questão que tem suas raízes no modo que percebemos o outro. Ou seja, um assunto que deve ser tratado de forma mais ampla do que as nossas palestra tematiza esse assunto. A estrutura sociológica brasileira é sedimentada no paternalismo comum as sociedades católicas. Como bem retrata Sergio Buarque de Holanda, na obra ‘homem Cordial’. As relação de direito se dá numa região das relações de conhecimento, como se fulano , por ser amigo de um agente publico , tivesse a primazia do direito em detrimento dos demais cidadãos .
No debate da relação da pessoa com deficiência com a sociedade, que na minha opinião não saiu das era da idade da pedra, pois , ainda não aprendemos a olhar para esse individuo fora dos arquétipos da visão ‘filantrópica’, que em si já impõe um cenário de tutela desse individuo não deficiente sobre esse sujeito menos capaz, a tentação de se tratar as questões pertinente a cidadania desse segmento da sociedade como uma questão messiânica ainda é mais forte.

 Esse cenário de uma cidadania ‘meia bomba’, de uma inclusão que não promove uma mudança radical da percepção da pessoa com deficiência é o que se tem . não há, e lamento dizer que estamos longe de viver um cenário que construa uma efetiva representação da cidadania  que mude essa realidade. 

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