terça-feira, 25 de abril de 2017

Enquanto as rodas das associações , dos institutos , das secretarias dos direitos humanos, elaboram seus belos simpósios sobre a inclusão das ‘pessoinhas’ com necessidades especiais, a juripoca pia na vida real . Vejamos dois casos que me chegaram nas últimas semanas. Os irmão Uriel e Yuri Martins, de 12 e 14 anos, tem distrofia muscular progressiva, até  ai nada podemos fazer, porém, a grande reivindicação que a mãe deles faz é que ela já perambulou o município do Rio de janeiro atrás de tratamento de reabilitação para os filhos sem encontrar. Detalhe, todos nós sabemos que a distrofia , é como o próprio nome diz , progressiva , logo , nós estamos lentamente tirando o direito à vida, desses e muitos outros jovens. 
Desde o fim da LBA, no governo Collor , o Estado brasileiro não tem um programa real de reabilitação para pessoas com necessidades especiais , carente , ‘minha fisio minha vida’. Mente quem diz que, o já falido,  Sistema Único de Saúde (SUS CREDO) tem , ou terá capacidade de responde essa demanda. Não é com uma consultinha hoje outra daqui a seis meses que se trata pacientes com deficiência com uma distrofia ou algo do tipo.
Inclusão pra quem cara pálida? Concluo meu texto, inútil, diga de passagem com a historia da adolescente Livia de Paula Silva Mendes , 14 anos ,  com paralisia cerebral grave e que espera a mais de ano pela troca de uma sonda de alimentação , ressalto que durante o tempo em que eu estava escrevendo este texto a mãe dela, dona Conceição silva que a intervenção de troca da sonda sera feita daqui 11 meses. Mas isso não tira das nossas costas a culpa da omissão de quem muito fala e pouco , muito pouco faz . Inclusão? Pra quem cara pálida?